Queria compartilhar mais um momento de escrita íntima…

Silêncio de minha fé

Permito-me querer pessoas
Perambulantes, perdidas
Excêntricas, escrotas
Dessa e de outras vidas

Ainda que por tempo pífio
Ser feliz na solidão
Na embriaguez do proibido
Poder voar com os pés no chão

E em sendo insuficiente
Enlouquecer-me no desespero
Não me venha apontar descrente
Ou julgar vazio esse paradeiro

A cada um cabe sua dor
Também a magia de saber curá-la
Seja com lágrimas rotas de amor
Ou furia infantil e descontrolada

Em tempo, as pessoas queridas
Bastam o sofrer antes infindo
Sem vãs promessas de maravilhas
Com o olhar de sempre, sereno e lindo

Bonito em seu descontentamento
Calmo de pura sensatez
Mais que mero acalento
A certeza de existir a nova vez

Assim, a fé não me abandona
Mesmo que por ora se ausente
Há um “eu” que cala, desmorona
Outro “eu” vivo e combatente

Tatiana Mattos

Hoje eu acordei com vontade de escrever, de cuidar, de alguma forma sublime, entender e me fazer entender. Muita coisa para pouco tempo. Impossível. Pois bem, os minutos foram passando, sarcasticamente acenando em minha direção e eu resolvi deitar, dormir, hastear bandeira branca para os anseios da vida!

Fiquei com raiva. A sensação era de perseguição, ora eu era o algoz, ora era a presa, fugindo de todos os relógios que esse mundo há de ver. Suava frio, queria respostas, mas elas não vinham. Olhava os ponteiros e tinha a ligeira impressão de que eles não se moviam. Piscava lentamente e, para minha surpresa, 10 minutos já tinham me abandonado.

De repente, não mais que de repente, saltei da cama e resolvi fazer alguma coisa para ocupar o vazio. Fotos! Quero todas, das emolduradas pelo mofo às tiradas com a máquina digital. Cheiros, toques, ventos e sabores não paravam de bater à porta. Bem em tempo! Foi aí que percebi o que 25 anos podem fazer com uma pessoa nas minhas circunstâncias.

Um dia eu ouvi que a “saudade é o amor que fica”. Concordo, mas também acredito que a saudade seja o que o tempo deixa de presente. Sabe aquele aperto no peito que surge quando toca uma música, quando a ‘tia’ do colégio aparece no álbum ou quando o ausente se faz presente em uma foto? Está tudo embrulhado! Acho que encontrei o que fazer com os meus dias. De repente, não mais que de repente, a dor bateu, veio a lágrima e o aperto se tornou sufocante. Cansei!

Olho pro relógio mais uma vez… Já se foram duas horas, que me pareceram anos, especiais, ainda assim, anos. Por que será essa disparidade ao sentir horas à fio? O engraçado é ver os segundos não mais sarcásticos, mas sim faceiros. O passado é alguma espécie de aliado nessa luta? Sinceramente, estou perdida, especialmente no tempo.

Eu sempre gostei de sonhar, embora essa prática me descontrole. O momento é esse! Quero abraçar o futuro, descobrir o que tem do outro lado do muro. Quando vou ficar rica, os filhos que hei de ter, as viagens que me esperam… É possível ver o que eu quero ser quando crescer, e me sentir feliz assim. A casa vai ser nua, os móveis macios e as pessoas de carne, osso e alma! De repente, não mais que de repente, o desespero toma conta de mim. Não sei mais como pintar as paredes, decorar os cômodos e agradar a família. Não sei ao menos se serei tudo o que sonho. Tenho que levantar! Impossível é querer ser sem se saber o que já é.

Um olhar para o espelho, o reflexo do que consigo apalpar, a certeza de que não há muitas respostas, não por enquanto. A primeira real possibilidade. Consigo fabricar pequenos desejos e cumpri-los agorinha mesmo. Posso me pentear, acarinhar os queridos, caminhar em passos largos, parar quando quiser. A mágica se fez: o tempo não está contra mim, mas a meu favor. A saudade é sim o que a vida me deixou de presente e o futuro é a surpresa que a faz perseverar na evolução. O presente… Possibilidades a perder de vista.

Que horas são? Não sei, o relógio parou!

Tatiana Mattos

Há quatro anos fiz uma crônica sobre a abordagem do tema futebol na mídia e o caso Bruno me fez lembrar dela. Há tempos eu temia que o futebol no Rio tomasse conta das páginas policias. Infelizmente aconteceu. E espero que este seja o último caso. Nesse ano, só no flamengo, já teve Vágner Love, Adriano e agora o Bruno, envolvido em algo monstruoso, que confesso não ter estômago para acompanhar.

Lamento pela Eliza, pela família dela e por todas essas mulheres que acham que ao se envolverem com jogadores de futebol vão mudar de vida. Não estou dizendo que todos os jogadores de futebol vão fazer isso, mas… fica a dica.

Como flamenguista lamento pelo clube, pelo ex-goleiro capitão que ficou tanto tempo na equipe. No início eu simpatizava com ele, achava Bruno um cara quieto e competente. Responsável por defesas importantes no flamengo e tendo conquistado tantos títulos, acreditava que ele iria longe. Mas eu pensava em seleção, não em assassinato. Bruno começou a mostrar um comportamento esquisito nos últimos anos, inclusive quando declarou: ‘quem nunca bateu em uma mulher’, depois vieram as orgias, as ameaças, e agora o fim de uma carreira que seria brilhante. Pois que ele era um bom goleiro, é incontestável.

Lamento de verdade, inclusive pela frustração das crianças que o tinham como ídolo. Tomara que elas entendam, que desta vez, o que Bruno fez, não serve de exemplo. Salvem a imagem do esporte…

Segue a crônica que me fez lembrar desse caso…

 

Não sei se todo mundo já parou para ler os comentários nas matérias ou nos posts dos blogs de um jornal online, talvez seja uma prática de poucos. Mas, o que eu tenho percebido é que a maioria das pessoas ou gostam de fazer críticas gratuitas por que não escrevem nada de interessante, ou definitivamente não entendem a diferença entre POST/BLOG e MATÉRIA/JORNAL.

Vamos lá, tudo é informação gente. Normalmente os jornalistas pegam ‘fatos’interessantes de manifestação popular e divulgam de modo a mostrar para os outros o que está acontecendo…Isso não significa que é a maneira como o repórter pensa. Além do mais, o post tem o compromisso da informação mas usa de humor para entreter as pessoas….

Se os blogs não tivessem uma linguagem diferente, eles não seriam blogs. Seriam jornais! Certo?

Recentemente fiz um post sobre o Felipe Melo em um blog do Globo no qual sou colaboraora: “Se não fosse o Felipe Melo, hoje seria feriado no Brasil” (no dia em que Holanda e Uruguai disputaram a vaga na final) ….É claro que eu não acho que deveria ser criado um feriado por causa de um jogo do Brasil, até por que isso já ocorre por conta das autoridades e da maioria das pessoas. Eu sei que o Brasil tem número recorde de feriado, mas isso também não é culpa minha e nem do Felipe Melo. Também sei que existem milhares de pessoas que detestam futebol e que odeiam ser privadas de suas atividades por causa de uma Copa do Mundo, mas paciência. Eu também acho um absurdo o supermercado fechar na hora do jogo, mas isso é Brasil, e não é por que o Brasil é uma zona, e sim por que aqui o futebol é encarado assim. Também é óbvio que não coloco a culpa no volante pelo fato do Brasil ter perdido. Mas será que as pessoas não entendem mesmo a ironia da frase? Para que tanto radicalismo? Na verdade era só uma brincadeira, sem nenhuma maldade, e sinceramente, não vou perder o humor por isso…

Os ‘caxias’ que continuem reclamando… mas se não fosse o Felipe Melo, talvez amanhã o Brasil inteiro estivesse vendo uma final de Copa do Mundo… Dá para entender?

OK?!

Estou muito na dúvida se torço para a Espanha ou para a Holanda!

@chris_mussi

A tal “saga” dos vampiros de “Crepúsculo” nunca me atraiu… Mas, como boa partidária da democracia, há que se respeitar as fãe brasiliras, americanas, canadenses, africanas, suecas, tchecas, e seja lá de onde elas vêm. Simples e óbvio, não? Não, não para o ídolo teen, um dos protagonistas da história, Taylor Lautner. Posso dizer que tive o “des”prazer de assistir, no site do canal “GNT”,  à parte da entrevista que ele deu ao apresentador estadunidense (porque americanos todos somos, uh?!), David Letterman.

Foi o suficiente para captar o “tom” do rapaz ao falar das fãs brasileiras… Deboche? Sim, e dos mais baixos. Reclamar da histeria de quem os segundos para o lançamento de cada filme é, no mínimo, imaturo. Ou ele pensava que seu rostinho bonito, uma história de amor entre vampiros e tecnologia dariam em quê? Gritos e mais gritos. Só aqui no Brasil? Sinceramente, poupe-me desse preconceito.

Assistam e tirem suas concusões:

Lautner reclama que 2 mil fãs invadiram seu hotel no Brasil

O maior tesouro da humanidade? As ideias… Quem as tem valiosas merece todo o nosso respeito (até mesmo o “tecnológico” do moço de Quixeramubim). E não é que o estúdio italiano Qayot nos traz um pufe muito simpático?!  Eu vi no site da “Casa e Jardim”, revi e me apaixonei.

Sentar? Sim! Você também pode se sentar confortavelmente no Poufman (ele tem nome), mas, mais do que isso, vale à pena olhar, bem assim de cima, como nossa infância foi doce…

Pac Man comeu muitas “bolinhas” (como eu as costumava chamar), fugiu de muitos fantasminhas e era um game revolucionário na época em que os chicletes vinham em quadradinhos minúsculos no saquinho do sorriso! Hoje, ele pode decorar as casas italianas (as brasileiras ainda não) e render histórias sem fim entre os “pais Pac Man” e os “filhos Rock Band”.

Saudosismo que vale à pena!

@tatimattos

(http://savegalvaobird.wordpress.com/).

Christiane Mussi

RIO DE JANEIRO – Há controvérsias! Muitos o amam e outros o detestam, mas gostem ou não, Galvão Bueno irá narrar mais uma Copa do Mundo. Dramático e distraído em seus comentários, ele irrita alguns torcedores, mas diverte a maioria. De uma forma carinhosa e irônica, usuários do Twitter começaram a postar a mensagem ‘cala boca galvão’, no microblog, após cada observação desnecessária do narrador durante a abertura da Copa do Mundo, na última quinta, no Orlando Stadium, em Soweto, na África do Sul.

Mas o passatempo tomou uma repercussão tão grande, que os gringos começaram a contestar o significado da expressão em português, por estar entre as mais comentadas do mundo. Já os brasileiros, bem humorados, criaram versões interessantes para que a mensagem fosse ainda mais divulgada dentro da rede.

‘Cala a boca galvão’ tornou-se uma música de Lady Gaga e uma campanha para salvar pássaros no Brasil – criando uma falsa ilusão de que cada vez que a mensagem fosse retuitada (divulgada para mais seguidores), renderia 0,10 centavos de fundos para salvar os pássaros.

Ler os comentários é diversão gratuita e garantida:

“A melhor parte de cala boca galvão é que parte do mundo não faz a menor ideia do significado”, escreveu a brasileira Tissa (@dtissagirl).

CALA BOCA GALVAO is the new single of Lady Gaga in Spanish rythm about a brazilian bird in extinction”, disse o americano Eduard.

“Fundación es el que protege el pájaro de la extinción CALA A BOCA , cada RT 10 centavos de dólar es donado a la Fundación Galv”, escreveu a chilena Edith Ramos.

Veja : Até uma página em inglês foi criada para divulgar a campanha “Save Galvão Bird”.

O brasileiro Everton Esdras (@evertonesdras) se diverte. “Ver o mundo se perguntar: Who is CALA BOCA GALVÃO? - não tem preço!”

O perfil criado no Twitter com a expressão tem mais de dois mil seguidores e prevê: CALA BOCA GALVÃO vai entrar pro Guinness Book como a maior piada interna de um país inteiro. E o mundo inteiro caindo!” (@ calaboocagalvao).

E ainda ironiza: “Não vi o Brasil ganhar a copa de 1958, nem Pelé jogar, mas vi o Mundo inteiro gritando CALA BOCA GALVAO(@ calaboocagalvao).

E você, vai entrar nessa onda também?