Silêncio de minha fé

Publicado: 08/10/2010 em Novidades
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Queria compartilhar mais um momento de escrita íntima…

Silêncio de minha fé

Permito-me querer pessoas
Perambulantes, perdidas
Excêntricas, escrotas
Dessa e de outras vidas

Ainda que por tempo pífio
Ser feliz na solidão
Na embriaguez do proibido
Poder voar com os pés no chão

E em sendo insuficiente
Enlouquecer-me no desespero
Não me venha apontar descrente
Ou julgar vazio esse paradeiro

A cada um cabe sua dor
Também a magia de saber curá-la
Seja com lágrimas rotas de amor
Ou furia infantil e descontrolada

Em tempo, as pessoas queridas
Bastam o sofrer antes infindo
Sem vãs promessas de maravilhas
Com o olhar de sempre, sereno e lindo

Bonito em seu descontentamento
Calmo de pura sensatez
Mais que mero acalento
A certeza de existir a nova vez

Assim, a fé não me abandona
Mesmo que por ora se ausente
Há um “eu” que cala, desmorona
Outro “eu” vivo e combatente

Tatiana Mattos

Comentários
  1. Adoro o seu ´”eu lírico”!

  2. chris disse:

    Arrasou no texto, como sempre! bjus

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