Queria compartilhar mais um momento de escrita íntima…
Silêncio de minha fé
Permito-me querer pessoas
Perambulantes, perdidas
Excêntricas, escrotas
Dessa e de outras vidas
Ainda que por tempo pífio
Ser feliz na solidão
Na embriaguez do proibido
Poder voar com os pés no chão
E em sendo insuficiente
Enlouquecer-me no desespero
Não me venha apontar descrente
Ou julgar vazio esse paradeiro
A cada um cabe sua dor
Também a magia de saber curá-la
Seja com lágrimas rotas de amor
Ou furia infantil e descontrolada
Em tempo, as pessoas queridas
Bastam o sofrer antes infindo
Sem vãs promessas de maravilhas
Com o olhar de sempre, sereno e lindo
Bonito em seu descontentamento
Calmo de pura sensatez
Mais que mero acalento
A certeza de existir a nova vez
Assim, a fé não me abandona
Mesmo que por ora se ausente
Há um “eu” que cala, desmorona
Outro “eu” vivo e combatente
Tatiana Mattos
Adoro o seu ´”eu lírico”!
Arrasou no texto, como sempre! bjus